O Laos é montanhoso, pouco povoado e sobretudo rural, e a cobertura de celular reflete isso. Vienciana e Luang Prabang estão bem. Quase tudo o que fica no meio exige outra postura.
Conte com horas sem nada
Esse é o título honesto. De todos os países da região, o Laos é aquele onde você vai passar mais tempo sem sinal utilizável, e comprar um plano maior não muda isso.
Lugares concretos onde isso acontece:
- A estrada de Luang Prabang a Vang Vieng: longos trechos de montanha sem sinal, numa rota que quase todos os visitantes fazem.
- Estrada 13 para o norte e estrada 7 para o leste: falhas medidas em horas, não em minutos.
- O barco lento do Mekong (de Huay Xai a Luang Prabang, dois dias): sinal perto das aldeias, nada na maior parte do rio.
- Nong Khiaw, Muang Ngoi, o vale do Nam Ou: cobertura nas aldeias, nada na água nem nos caminhos.
- O extremo norte, junto às fronteiras chinesa e vietnamita: escassa, e as zonas de fronteira são onde as redes são menos previsíveis em qualquer lugar do mundo.
- O planalto de Bolaven, no extremo sul acima de Pakse: também escassa, pela razão comum de ser alto e pouco povoado, e não por causa de nenhuma fronteira.
- Si Phan Don (4000 Ilhas): utilizável em Don Det e Don Khon, escasso no resto.
Onde as vilas têm cobertura, costuma ser suficiente para mapas, mensagens e chamadas — o problema é a distância entre vilas.
A ferrovia
A linha Vienciana–Boten atravessa um número enorme de túneis. Você vai perder o sinal repetidamente nos trechos de montanha. Se você quer ler, mandar mensagens ou trabalhar nessa viagem, baixe tudo antes.
O que preparar antes de ir
Mapas offline para todo o país, não cidade a cidade. Salve enquanto você tem Wi-Fi do hotel.
Os dados da hospedagem anotados — nome, endereço, número de telefone, em papel ou numa captura de tela. Você pode chegar a uma vila sem sinal e ter que mostrar isso a um motorista de tuk-tuk.
Passagens e referências de reserva baixadas, não deixadas num e-mail que você tem que ir buscar.
Avise quem fica em casa de que falhas de um dia são normais e não motivo de alarme.
Quantos dados
O Laos precisa de menos dados do que quase qualquer lugar, e não porque os planos sejam bons — mas porque você passa grande parte do dia sem poder usá-los.
- Viagem e turismo normais: 2 GB por dia é mais do que suficiente, e a maioria das pessoas fica bem abaixo disso.
- Publicando fotos e vídeo a partir das vilas: 3 GB por dia.
- Trabalhando à distância: possível a partir de Vienciana e de Luang Prabang, difícil no resto. Conte 5 GB por dia e não prometa a ninguém uma videochamada de dentro de um ônibus.
Não compre a mais. Uma viagem longa ao Laos com um plano diário modesto é a forma certa; os dados não usados não são reembolsados.
Será o eSIM a resposta certa aqui
Às vezes não, e vale a pena dizer isso.
Se você vai ficar várias semanas no Laos se movendo devagar, um chip pré-pago local comprado em Vienciana ou em Luang Prabang é barato e funciona tão bem quanto qualquer outra coisa. Se a viagem é de uma ou duas semanas, ou se o Laos é uma etapa de um roteiro por vários países, um eSIM economiza para você a ida à loja e deixa você pousar já conectado.
Se o Laos faz parte de um circuito Tailândia–Laos–Vietnã, compare um plano regional do Sudeste Asiático com três planos de país, e leia a lista de países do plano regional em vez de supor que o Laos está lá. Nem todos os planos regionais o incluem.
Sem número laociano
Um eSIM de viagem é só dados. No Laos isso pesa menos do que nos países vizinhos, porque muito mais coisas continuam sendo combinadas pessoalmente ou através da guesthouse. Onde for pedido um número de contato local, use o da hospedagem. Onde alguém precisar falar com você, o WhatsApp ou o Messenger do Facebook sobre os seus dados é a forma como boa parte do país já se comunica.