Quase ninguém tem problemas com dados em Paris. As duas coisas que vale a pena pensar antes de uma viagem à França são o plano que você compra e o que acontece quando você sai da cidade.
Só França, ou um plano da Europa
A França é um dos países onde isso é um verdadeiro cara ou coroa, porque muitas viagens à França não são só viagens à França.
- Só França, mesmo por três semanas: compre o plano da França. Um plano de um só país ganha quase sempre quando você fica num país.
- França mais um vizinho — uns dias em Barcelona, um fim de semana em Bruxelas, uma noite em Genebra: faça as contas. Dois planos de um país custam muitas vezes mais ou menos o mesmo que o regional.
- França como uma escala num circuito por vários países: o plano da Europa ganha claramente, e evita reinstalar o que seja numa fronteira.
Duas armadilhas próprias da França. Se o seu "país vizinho" é a Suíça, leia com atenção a lista de cobertura — a Suíça está fora da UE e muitos planos da Europa a deixam de fora. E se você vai de Eurostar até Londres, o Reino Unido também não entra automaticamente num plano da Europa.
Onde a cobertura cai de fato
As redes francesas — Orange, SFR, Bouygues Telecom e Free Mobile — cobrem bem as cidades e as rodovias. As falhas são rurais e são suficientemente reais para os franceses terem uma expressão para elas, zones blanches.
- Campo profundo: partes do Maciço Central, as gargantas do Ardèche, as Cevenas, o interior da Córsega. As aldeias costumam ter sinal; a estrada do vale entre elas pode não ter.
- Montanha: nos Alpes e nos Pirineus há cobertura nas vilas de resort e se perde nos passos e nas trilhas.
- O Loire de bicicleta: os caminhos à beira-rio atravessam trechos longos de sinal fraco. Baixe o trajeto.
Se você vai dirigir ou pedalar fora dos grandes corredores, os mapas offline não são opcionais.
O TGV
Isso surpreende as pessoas na primeira viagem de alta velocidade: o sinal num TGV é irregular e muitas vezes ruim. O trem anda rápido o suficiente para o celular ficar constantemente trocando de célula, os vagões são caixas de metal e há túneis. Nas linhas Paris–Marselha ou Paris–Bordeaux você vai perder dados repetidamente.
Nada no seu plano resolve isso. Baixe o que você precisa — passagens, o mapa da estação de chegada, algo para ler — antes de embarcar. Salve a passagem em PDF ou numa captura de tela em vez de depender de um aplicativo que precisa alcançar um servidor.
Quantos dados
- Turismo urbano, mapas, mensagens, procurar um café: 2 GB por dia dá folga.
- Várias cidades com consultas constantes de trens e horários: 3 GB por dia.
- Trabalhando num notebook ou compartilhando a internet: 5 GB por dia ou mais.
O Wi-Fi de museus e hotéis na França está muito disponível mas é frequentemente lento, por isso conte com usar mais os seus próprios dados do que usaria na Ásia.
Quando um plano tem um volume em velocidade alta e depois fica mais lento, não fica cortado — mapas e mensagens continuam funcionando, mas o vídeo se torna incômodo. Escolha um número que mantenha você longe desse ponto.
Sem número francês
Um eSIM de viagem é só dados. Na França isso aperta em alguns pontos concretos:
- Os aplicativos da SNCF e de estacionamento querem às vezes um número de celular francês para um código por SMS. Tenha um cartão à mão como alternativa, ou compre numa máquina.
- Os donos de restaurantes e de gîtes ligam para confirmar uma reserva. Dê o número onde conseguem de fato encontrar você — a sua linha de casa, se você a manteve ligada, ou um endereço de e-mail.
- Os números de emergência (112, ou 15/17/18) funcionam em qualquer rede, mesmo sem plano de dados nenhum.