Quase todas as pessoas no Camboja ficam menos de uma semana, e o roteiro costuma ser Siem Reap, Phnom Penh e talvez a costa. A cobertura é melhor do que os visitantes de primeira viagem esperam, e o plano de que você precisa é menor do que você pensa.
Siem Reap e os templos
A cidade de Siem Reap tem cobertura sólida. E a maior parte do Parque Arqueológico de Angkor também — você consegue carregar um mapa dentro do complexo principal, o que surpreende as pessoas.
Onde cai:
- Dentro dos próprios templos: pedra espessa e nenhuma linha de vista. O sinal volta quando você sai.
- Os templos mais afastados — Beng Mealea, Koh Ker, Banteay Chhmar: irregular, e as estradas para lá têm falhas.
- Preah Vihear, no alto da escarpa junto à fronteira tailandesa: pouco confiável, e as zonas de fronteira são onde as redes se comportam de forma menos previsível.
Baixe o mapa dos templos e o seu ingresso antes de sair às 5 da manhã. Com um motorista de tuk-tuk esperando no escuro não é a hora de descobrir que o mapa não carrega.
Phnom Penh, Sihanoukville, as ilhas
- Phnom Penh: boa cobertura em toda a cidade.
- Battambang e Kampot: bem dentro da cidade.
- Sihanoukville: com cobertura.
- Koh Rong e Koh Rong Samloem: sinal nas praias principais e nos cais, nada no interior nem nas baías mais tranquilas. O barco para lá perde o sinal durante parte do caminho.
- As montanhas Cardamom: conte com estar offline.
Atravessar a fronteira
O Camboja é muitas vezes uma etapa de uma viagem mais longa — por terra desde Bangcoc via Poipet, ou para a Cidade de Ho Chi Minh via Bavet.
Duas coisas a saber:
- Um plano do Camboja para na fronteira. A Tailândia e o Vietnã são áreas de cobertura distintas. Se a sua viagem atravessa, ou você compra cada país em separado ou procura um plano regional do Sudeste Asiático e confirma a lista de países na página do plano.
- Na própria fronteira, o celular pode se agarrar à rede do país errado e ficar lá sem dados utilizáveis. Ligar e desligar o modo avião uma vez, já claramente depois de passar, resolve isso na maioria dos casos.
Quantos dados
O Camboja é um destino de consumo baixo. O Wi-Fi de guesthouses e cafés está em todo lugar, as distâncias são curtas, e boa parte do dia se passa andando por templos e não no celular.
- Turismo normal: 2 GB por dia dá folga, e muita gente gasta metade disso.
- Publicando fotos e vídeo todos os dias: 3 GB por dia.
- Trabalhando à distância: 5 GB por dia, e confirme que o roteador é permitido.
Para uma viagem de quatro dias, não compre um plano grande. Os dados não usados não são reembolsados e não passam para a frente.
Onde vale a pena pensar num SIM local
Os dados pré-pagos cambojanos são baratos, e um chip de loja pode custar menos do que um eSIM de viagem. Se você vai ficar várias semanas, é esse o melhor negócio e não vamos fingir o contrário.
Para uma viagem curta a conta vira geralmente para o outro lado: com o eSIM você sai do aeroporto de Siem Reap ou de Phnom Penh já conectado, sem mexer no seu próprio chip e sem fila num balcão que cobra preços de turista.
Sem número cambojano
Um eSIM de viagem é só dados. Na prática isso aparece com os motoristas da PassApp e da Grab, que ligam quando não encontram você, e com as guesthouses que confirmam reservas por telefone. Use o chat dentro do aplicativo e dê o número da sua hospedagem onde for exigido um contato local.
O dinheiro em notas continua sendo comum no Camboja, por isso é menos provável do que em outros lugares você ser pego por um aplicativo de pagamentos exigindo um número local — mas se você pensa em usar uma carteira digital cambojana, veja os requisitos de cadastro antes de voar.